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domingo, 9 de maio de 2010

Mais longe de Piaget do que Madonna da castidade

Finalmente alguém disse tudo o que eu queria dizer sobre o contrutivismo e, melhor, respaldado por pesquisa da UNESP e de estudiosos da educação. A minha lavada de alma foi feita pelo jornalista Marcelo Bortoloti na revista Veja de 12 de maio, 2010.

Eu fiz magistério ao invés do colegial, 4 anos de aprendizado para descobrir que não gostaria de ser professora. Mas minha mãe dizia que pelo menos eu já teria um diploma e um dia ele poderia ser útil. Realmente foi o que aconteceu e por 2 anos trabalhei em uma creche, a maior parte dos anos cuidando do berçário. Neste período veio a lei que dizia que todos os profissionais da educação deveriam ter diploma superior e na prefeitura onde eu trabalhava tive a oportunidade de fazer o curso de Pedagogia a distância pela UNESP.

Eu admito, se eu visse Vygostsky, Piaget ou Emilia Ferreiro na minha frente naquela época, eu os espancaria. Pra que eu tinha que aprender história da educação pra tocar fraldas!?!?!? Ao meu ver, ninguém ali tinha a menor noção do que acontecia dentro de um berçário de uma creche (que faculdade que ensina como fazer um bebê comer e não forçar vômito depois só de birra?). Para trabalhar ali era preciso ter a experiência de uma mãe e não de uma educadora como eles queriam, mas enfim, eu não era mãe, então estudava novamente educação. Larguei a faculdade em 6 meses. E como vcs sabem, hoje sou bancária, mas tenho amigas, irmã e pai professores e também filho em idade escolar, sei um pouco da realidade das escolas.

Sei que existem professores que ensinam pelo método tradicional, mas o fazem disfarçadamente. Cartilhas do bê-a-bá servem de material de apoio não declarado. E, sei que muitos professores veem o contrutivismo quase como uma seita ou uma religião a ser seguida, independente do resultado que seus alunos apresentem e até chegam a mascarar resultados para provar que o construtivismo funciona. O aluno deve se adaptar ao método.

Ao jornalista Marcelo Bortoloti os meus agradecimentos. Suas palavras foram perfeitas (aprender por osmose sempre foi algo que sonhei conseguir e rachei de rir quando li). Abri a revista e fui direto na matéria da capa, mas foi a sua matéria que me fez ver que esta revista do dia 12 de maio está excelente. Tá, vou ser mais franca pra vc entender o quanto gostei... Eu te daria uma flor por dizer aquilo que eu queria berrar a plenos pulmões e nunca consegui. Obrigada.

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